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história. Assim como o autor americano, o chef Alex Atala enxerga melhor o sentido da vida quando mergulha com arpão atrás dos grandes peixes ou sai para caçar o que vai no prato javalis ou aves , o que o levou até a uma aventura na África. Ainda têm em comum o sucesso do charme com as mulheres, o gosto pelo jazz e a mania de sair por aí.
Sou um exemplo de como alguém pode dar certo de tanto se meter em coisas erradas, gargalha Alex Atala, numa das mesas do finíssimo D.O.M. Começou com um passado pouco abonador na escola (foi expulso de quatro delas), |
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seguiu pelas noitadas dark no Rose Bom Bom e no Notre Dame (esfumaçados clubes onde se ouvia Smiths, Tears For Fears, o creme dos anos 80 em São Paulo) e a vocação para encrencas. Até que um dia uns amigos do lado gauche da vida se meteram em confusões grandes demais. Alex entendeu os apitos do destino e se mandou para a Europa. Na Bélgica, sem emprego, aprendeu a cozinhar. Antes disso os únicos pratos que manejava eram os discos nas pick-ups, quando foi DJ, não tinha dinheiro tampouco grandes ambições. Acontece que resolveu fisgar a |
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oportunidade no fogão com o mesmo afinco daquele pescador diante do peixe em O Velho e o Mar. O primeiro emprego na volta foi no bar Sushi Pasta, do arquiteto paulista Eduardo Longo. Em seguida, o bar/restaurante Filomena, de Roberto Suplicy, o irmão mais boêmio do Eduardo.p fComeçavam ali os hummm à sua comida de combinações inusitadas, como o foie gras com vinagre balsâmico e baunilha ou o alho assado servido no couvert (como é que não tem cheiro?). Hoje, veja só, em menos de dez anos de carreira está lançando um luxuoso livro |
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sobre ingredientes brasileiros na comida, é convidado a dar aulas em escolas tradicionalíssimas como a Cordon Bleu e a do Hotel Ritz, em Paris, e aparece sorridente em capas de revistas, abaixo legendas elogiosas e prêmios como o melhor chef do ano. Tive a sorte de estar no lugar certo, na hora certa. Quando comecei, o Brasil se abria para as exportações e as pessoas passaram a valorizar mais a comida de autor.
O je-ne-sais-quoi de rebeldia permanece nas 16 tatuagens e na barba, acessório pouco ortodoxo para quem cozinha. Alex, 35 anos, nasceu |