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costurada, com cola branca e arame, pelo pessoal que volta do refeitório. A obra mostra um Cosme e Damião em meio de uma explosão de flores e frutas. Vai ficar no restaurante da Dadá, em Salvador, conta ele.
Antônio Carlos, o Toti, é o fundador e a cabeça criativa da Oficina de Agosto, um dos maiores e mais bem-sucedidos centros de artesanato do Brasil. Como um pião, ele gira de galpão em galpão, monitorando o trabalho de 45 pessoas. Sob sua orientação, elas vão transfigurando latas enferrujadas, madeiras |
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velhas, toda uma gama de objetos resgatados e reciclados. Surgem mandalas com centenas de tatus, oratórios cheios de esplendores, luminárias de bonecas articuladas e enormes painéis com vasos de flores. Dos galpões toscos as peças saem para se destacar nas melhores lojas de artesanato do país.
Para Toti, todo esse sucesso veio quase por acaso. Foi num dia de agosto, há mais de dez anos, quando deu o seu grito de liberdade. Decidiu que não iria mais trabalhar como comerciante e saiu do antiquário que |
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tocava durante 25 anos, com a irmã, perto da capital paulista. De tanto rodar o interior mineiro garimpando relíquias para a loja, já conhecia bem a região de Tiradentes. Resolveu vir para morar, descansar, fazer alguma coisa.
Começou pintando bandeiras brasileiras cheias de frutas e bichos. Depois, adaptou os primeiros santos. A virada veio mesmo com a idéia do fetiche. Meio de brincadeira, Toti modelou porcos com piercings,p fenquadrou bundas, mostrou os peitos da Monalisa e montou uma exposição improvisada em |