H.Stern
 
E foi em frente, determinado. Não é por nada que tinha uma estrela, Stern em alemão, já no sobrenome. Mais do que comprador, designer e vendedor de jóias, tornou-se uma espécie de missionário das pedras brasileiras. Ia em pessoa para o terminal marítimo da Praça Mauá divulgar nossas gemas para os turistas, convidava ourives e lapidários estrangeiros para melhorar nossa produção. Ainda em 1949, preocupado com qualidade e confiabilidade, criou um rigoroso Certificado de Garantia Internacional para suas pedras. Na década de 50, promovia um tour pela sua empresa para mostrar como nasce uma jóia e
 
montou depois um museu de cristais e pedras brutas com mais de mil exemplares de turmalinas das mais lindas tonalidades. Hoje pela sede da empresa em Ipanema passam 10 mil visitantes por mês. Até então as gemas mais preciosas do mundo eram as chamadas pedras orientais e não passavam de diamante, safira, rubi e esmeralda. Com a Hans Stern o mundo passou a conhecer e sonhar com as hoje universalmente conhecidas pedras brasileiras, topázios, ametistas, turmalinas, águas-marinhas...
Lendas sobre os primeiros anos de Hans pelos sertões dão conta de que, para cumprir sua missão, muita
 
onça, cobra e jacaré ele teve de enfrentar aí pelos fundões da pátria. Não passam de lendas, ele mesmo faz questão de esclarecer. Os caminhos eram difíceis, o transporte era lombo de burro, mas as estrelas que guiavam Hans limpavam todos os caminhos. Eram elas: determinação férrea, muita paixão pela beleza e uma inegociável pedra fundamental – a honestidade com que tratava garimpeiros no mato e clientes na cidade. Foi com esse espírito que a H.Stern, sua marca, chegou aos dias de hoje com 160 lojas em 12 países, a maior da América Latina e entre as cincop fmaiores do mundo em receita.
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