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o elenco, elep facha melhor obedecer a moça. É, Deborah Colker é fogo.
Endiabrada, assim a nossa mais aplaudida bailarina e coreógrafa aparece no documentário És Tu, Brasil, de Murilo Salles, que registrou o processo de trabalho de quatro importantes brasileiros das artes com sucesso além-fronteiras. Além de Deborah, o filme traz também o artista plástico Tunga, o músico Carlinhos Brown e o estilista Alexandre Herchcovitch. De cada um deles Salles flagrou o jeito peculiar de inventar as coisas. O da descabelada Deborah, a gente pode ver, tem pimenta-malagueta. Salles a acompanhou na Alemanha, onde ela |
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foi convidada, graças à fama internacional, a montar as coreografias She (inédita) e Casa (sucesso no Brasil em 1999).
Pela primeira vez na vida ela dirigiu um espetáculo com orquestra. Ainda por cima em terreno alheio, com bailarinos estrangeiros, distantes da sua companhia de dança. Teve só três meses de ensaio. Quando pode berrar sossegada na sua própria língua, lá na sala que usa para sua companhia na Fundição Progresso, no Rio, ela se dá ao luxo de gastar no mínimo um ano e meio acertando o passo das novas coreografias. Em Berlim tudo foi diferente e ela descabelou-se ainda mais com pavor de não
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fazer o melhor. Até que um dia eu vi, na frente do turístico Portão de Brandemburgo, um cartaz gigante com a minha foto, anunciando o espetáculo. Entendi que só poderia dar certo, diz Deborah na noite de estréia p fdo documentário, em São Paulo.
É risonha e bacana essa outra Deborah. Vestiu um terninho bem cortado, maquiou-se, fez escova no cabelo e está meio envergonhada de se assistir na tela. Olha só, sou a única artista que aparece brava desse jeito, protesta docemente no coquetel pós-exibição. Beija Murilo Salles, beija amigos, tem açúcar nas palavras. Todo mundo sai para celebrar no restaurante |