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Cartão-postal do Brasil

por: Celso Unzelte



Um ano após ser eleito uma das sete maravilhas do mundo, o cristo redentor ganha um livro de fotos à sua altura

 

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Em julho de 2007, uma eleição que recebeu cerca de 100 milhões de votos via internet e telefone, promovida pela fundação suíça New7Wonders, apontou a estátua do Cristo Redentor como uma das sete novas maravilhas do mundo. As outras foram: a Grande Muralha da China; o Monumento de Petra, na Jordânia; a cidade inca de Machu Picchu, no Peru; a pirâmide de Chichén Itzá, no México; o Coliseu de Roma, na Itália; e o palácio Taj Mahal, na Índia. Agora, praticamente um ano depois daquele feito, o grande cartão-postal do Brasil ganha também um livro de fotos à sua altura.

Para publicar Cristo Redentor: História e arte de um símbolo do Brasil, os organizadores Leonel Kaz e Nigge Loddi selecionaram 163 fotos entre as cerca de 10 mil pesquisadas nos mais va­ria­dos e inusitados arquivos, do jornal Estado de Minas, detentor dog facervo da extinta revista O Cruzeiro, ao Arquivo Histórico Judaico-Brasileiro. Nada impossível para quem, como Leonel, acostumou-se a caçar até 40 mil fotos para os outros livros já publicados com essas características por sua editora, a Aprazível: Brasil Rito e Ritmo: Um século de música popular e clássica; Brasil Palco e Paixão: Um século de teatro; e Brasil: Um século de futebol. Leonel já se preparava para fazer outro livro, sobre a história do carnaval brasileiro, quando surgiu a idéia do Cristo Redentor.

As fotos mostram imagens pouquíssimo conhecidas, principalmente da era denominada internamente durante a edição como “Baby Cristo”, que abrange as décadas de 1930 e 1940. “Procuramos trazer mais que as imagens. O objetivo é retratar uma atmosfera, recriar uma época”, diz Leonel, referindo-se aos lugares e ao modo como as pessoas se vestiam. Se nos outros livros o desafio era mostrar como as imagens podem refletir a história do século, no caso do Cristo Redentor tornou-se mais interessante explorar, por exemplo, o que havia no local antes de sua inauguração, em 12 de outubro de 1931.

Optou-se, então, por um livro primordialmente de belas imagens, tanto históricas quanto inéditas, estas últimas encomendadas em ensaios contemporâneos aos fotógrafos Cristiano Mascaro e Claudio Edinger. Há também textos em cada uma as quatro partes (A Imagem Histórica, A Construção da Imagem, A Imagem Sagrada e A Imagem Artística). Eles são assinados por quatro autores diferentes: o coordenador do Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura da PUC-Rio, Antonio Edmilson Martins Rodrigues; o arquiteto Flavio Castellotti; o jornalista e crítico de música clássica Luiz Paulo Horta; e o dou­tor em Filosofia Luiz Camillo Osório. Tudo com um objetivo, que pode ser resumido nas palavras do editor Leonel Kaz: “Realçar o perfil do Cristo não só no imaginário carioca, mas no brasileiro”.